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Mais um país vizinho quer manter brasileiros longe

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Foto: Reprodução

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou nesta segunda-feira 25 o reforço das medidas sanitárias de monitoramento do coronavírus na fronteira com o Brasil, onde foi registrado um surto de Covid-19 que causou duas mortes neste fim de semana.

Em entrevista coletiva, o presidente disse que conversou pela manhã com seu colega brasileiro, Jair Bolsonaro, para colocar em prática um tratado de ação sanitária binacional já existente. “Reunimos a aprovação do presidente brasileiro para aplicar esse tratado e, nas próximas horas, o colocaremos em prática”, disse, acrescentando que há “preocupação recíproca com o que está acontecendo na fronteira”.

Lacalle Pou também informou que os ministérios do Interior e da Defesa adicionarão dois postos migratórios e sanitários aos dois já existentes nos pontos de fronteira para minimizar o tráfego de e para a capital do departamento homônimo. Além disso, suspendeu-se o início das aulas na cidade, programado para os dias 1º e 15 de junho, e ordenou-se um aumento dos recursos de saúde, como ambulâncias e leitos de terapia intensiva.

O Uruguai tem 769 casos confirmados de coronavírus, com 22 mortes. No final de semana, houve o primeiro óbito em Rivera, cidade na fronteira com Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.

As medidas estão “focadas no respeito à vida binacional, mas ao mesmo tempo tentando garantir que surtos de contágio não migrem da Rivera para resto do país”, disse Lacalle Pou. O presidente também informou que serão feitas inspeções em lojas locais, e a realização de 1.100 testes aleatórios na cidade para dimensionar a quantidade de infectados.

Dos 18 novos casos da doença computados nesta segunda no país, 17 foram em Riviera, que tem ao todo 29 infectados. As últimas duas mortes por Covid-19 registradas no Uruguai ocorreram nessa cidade no sábado .

O Uruguai tem a epidemia de coronavírus sob “controle relativo”, segundo especialistas que aconselham o governo. No entanto, a fronteira é o calcanhar de Aquiles, já que a passagem nas cidades fronteiriças com o Brasil permanece aberta para os residentes de ambos os países devido ao caráter “binacional” dessas localidades.

Com 374.898 casos e 23.473 mortes até agora, o Brasil é o país mais afetado na América Latina e o segundo no mundo devido à pandemia de coronavírus, depois dos Estados Unidos.

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