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Heleno recusa segurança a jornalista no Alvorada

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Foto: Jorge William / Agência O Globo

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) divulgou uma nota nesta terça-feira dizendo que já adotou as “medidas necessárias e suficientes” para garantir a segurança dos jornalistas que atuam no Palácio da Alvorada e que “criou as melhores condições possíveis”. A nota foi divulgada após diversos veículos de comunicação, entre eles o Grupo Globo, decidirem deixar de fazer plantão no local, por considerarem que não há garantia de segurança.

Na nota, o GSI cita quatro medidas: separação física, por meio de grades, das áreas destinadas ao público em geral e aos repórteres; registro e inspeção de todos os presentes, inclusive com passagem por detector de metal; orientação quanto à utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) e manutenção de distanciamento; e alocação de efetivo de agentes de segurança “condizente com o público presente”.

A “separação física” citada pelo GSI, no entanto, ocorre apenas no local onde há contato com o presidente Jair Bolsonaro. A entrada e a saída são comuns aos dois grupos, o que facilita hostilidades. Recentemente, por exemplo, uma pessoa tentou entrar na área reservada aos jornalistas e teve que ser impedida por um segurança.

As medidas adotadas até agora não foram suficientes para impedir ofensas constantes dos apoiadores. Na segunda-feira, por exemplo, após Bolsonaro deixar o Alvorada, um grupo começou a xingar os repórteres na grade que separa os apoiadores dos profissionais de imprensa. A segurança só agiu depois de alguns minutos, dispersando os apoiadores.

Além disso, apesar do GSI dizer que recomenda o distanciamento, diariamente ocorrem aglomerações entre os apoiadores do presidente, sem qualquer reprimenda.

Na nota, o ministério afirmou que “algumas medidas mais restritivas deixaram de ser tomadas, sem sério prejuízo para a segurança, em atendimento à solicitação de integrantes da imprensa, que viram, nestas medidas, óbices ao exercício de suas atividades laborais”. O GSI não apontou, no entanto, quais foram essas medidas que deixaram de ser tomadas e quem fez o pedido.

“O GSI entende e respeita os princípios de liberdade de expressão garantidos pela legislação vigente. Assim sendo, criou as melhores condições possíveis para o trabalho dos profissionais de imprensa e, também, um espaço reservado aos apoiadores do Presidente. Continuaremos aperfeiçoando esse dispositivo, para que o local permaneça em condições de atender às expectativas de trabalho e de livre manifestação dos públicos distintos que, diariamente, comparecem ao Palácio da Alvorada”, conclui o texto.

O Grupo Globo decidiu nesta segunda-feira que seus jornalistas não farão mais a cobertura no local devido à falta de segurança. A medida foi adotada também por outros veículos, como Folha de São Paulo e TV Bandeirantes.

O vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo comunicou a decisão, por carta, ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno. Os jornalistas do Grupo Globo encontrarão maneiras seguras de apurar e relatar o que se passa ali, sem prejuízo do público.

O Globo 

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